segunda-feira, 29 de maio de 2017

CAPÍTULO 07 - UM ORIGINAL

Vingança para o mal - 07: Pense fora da caixa.




—Eu estava quase chegando, mas a chuva não podia me esperar. Que ótimo.- Mari disse tocando a campainha da casa.


—Mari? O que faz aqui? Eduardo sabe que está aqui?


—É claro que sabe. Por isso eu estou aqui, sozinha, a essa hora e molhada feito um rato.- Ela disse e Mônica suspirou.


—Vem. Entra pra tomar um banho. Vou fazer um chá pra você  antes que se resfrie.


—Você vai ligar pro meu tio?


—Pra você aparecer aqui, a essa hora desse jeito, aconteceu alguma coisa. Não vou ligar pra ele. Antes você vai me contar o que aconteceu. Depois eu vejo o que eu faço.


Mari entrou e foi se secar enquanto Mônica colocava suas roupas na secadora e preparava um chá. 


Depois do banho Mari pensava se devia contar toda a verdade. Ela sabia que Mônica ficaria do seu lado.


—Pode começar.- Mônica disse.


—Da pra não fazer disso um interrogatório?


—Muito engraçado. Sério Mari, o que aconteceu? Quando Eduardo souber...


—Você disse que não contaria.- Mariana disse se levantando.


—E não vou, mas ele não é burro. Vai adivinhar que você veio aqui.


—Ele não está prestando muita atenção agora.


—É por causa da tal mulher não é?- Mari deu de ombros.- Você não está talvez com um pouco de ciúmes e medo de ser deixada de...


—Você também? –Ela disse quase gritando.


—Eu não quis dizer...


—Meu tio caiu bonitinho no feitiço daquela lá, e você acha que estou agindo assim porque estou com ciúmes? Ela ameaçou me colocar em um colégio interno. Sabia que eu nunca tinha ficado de castigo antes? Mesmo quando quebrei o nariz de um garoto na escola, meu tio nunca me colocou de castigo.


—Tudo bem. Eu acredito em você. Mas você precisa se acalmar.


—Precisamos nos livrar dela Mônica. E rápido.


—Mari, pode até ser que ela não seja uma boa pessoa, mas não tem nada que eu possa fazer. Se seu tio gosta dela, ele tem que descobrir sozinho quem ela é.


—Você não vai me ajudar? Eu pensei que você gostasse do meu tio.


—Mari, eu não...


—Ah qual é Mônica... Até um cego veria. Você está de quatro por ele


—Mariana!- Mônica a repreendeu.


—O que?


—Primeiro, isso não é jeito de falar. Segundo, sim eu realmente gosto do seu tio, mas ele não me vê mais do que como uma amiga então..


—Isso é porque você se veste como uma professora aposentada.


—Tudo bem. Já tive minha conta de Mari por uma noite. Vamos dormir e amanhã eu vejo o que eu faço com essa situação.


—Você se ofendeu? Foi mal, meu tio vive dizendo que eu não tenho muito tato.


—Você acha?


—É só que caramba Nica, olha pra você. Se você tirasse esses óculos e se vestisse um pouquinho melhor os caras cairiam aos seus pés


—Ok! Já deu pra mim. Primeiro, eu não quero caras se jogando aos meus pés. Segundo você só tem 14 anos não era pra saber essas coisas ainda. E terceiro, se você falar das minhas roupas de novo eu vou te dar uma surra- Ela disse sorrindo e Mari soube que ela não estava chateada.


—Você pode tentar. Eu sou menor, mais nova e mais rápida. Alem disso você e meu tio fizeram um bom trabalho com meu treinamento.


—Tudo bem. Vamos dormir. – Ela disse e a campainha tocou e Mariana olhou para a porta.- Como eu disse, ele não é burro. Vá para o quarto e não saia de lá até eu avaliar o quanto ele está sobe feitiço daquela mulher.


—Valeu Nica.-Mari disse indo em direção ao quarto.


—Eu já vou!!! Isso são horas de...- Mônica foi resmungando mesmo sabendo quem estava na porta.


—Oi Mônica.


—Eduardo? O que faz aqui?


—Qual é Mônica? Onde ela está?


—Ela quem?- Ela disse se fazendo de desentendida e Eduardo a censurou com o olhar.- O que aconteceu?


—Uma crise de ciúmes infundada. Mariana!!- Ele gritou.


—Ei... Eu tenho vizinhos sabia.


—Eu só quero pegar minha sobrinha e ir embora.


—Muito bem, você não vai leva-la daqui enquanto não me explicar o que está acontecendo.


—Como é?- Ele perguntou.


—Eu não fui busca-la no meio da noite e arrastei para cá, está bem? Ela veio pra cá porque o tio, uma das poucas pessoas que ela ama e confia, prefere acreditar em uma mulher que conheceu a pouco tempo do que nela.


—Olha Mônica, você é uma grande amiga, mas isso não é da sua conta.


—Me desculpe, o que? Quer saber.. Tem razão, não é da minha conta. Mas sabe o que é? O bem estar da Mari.


—Ela é minha sobrinha e eu vou leva-la Mônica. Isso não está em discussão.


—Ela é sua sobrinha certo? Em outras palavras, eu não faço parte da família, entendi, mas você se esqueceu disso quando veio me procurar assim que a levou para casa não foi? Quando ficou tão perdido com a morte da sua irmã e a descoberta de uma sobrinha que não sabia por onde começar. Qual é Eduardo, você vivia a base de comida congelada. Ou quando ela ficava doente ou tinha cólicas e você me ligava no meio da noite, ou quando pedia para que eu a levasse para tomar as vacinas porque não conseguia vê-la chorar ou sentir dor. Quando tudo isso acontecia você esquecia que ela é sua sobrinha não é? E que nada disse é da minha maldita conta. - Ela disse e ele baixou a cabeça suspirando.


—Desculpe. Eu só quero entender por que ela está se comportando assim.


—Já passou pela sua cabeça que talvez, só talvez isso não seja invenção dela? Que essa mulher talvez não seja quem diz ser? Você mesmo disse. Isso não é coisa da Mari. Pense fora da caixa. Que isso Eduardo, você não é tonto. É um dos melhores investigadores que conheço. Faça seu trabalho. Investigue.


—Tudo bem. Farei isso.- Ele disse olhando para as escadas e voltou a olhar para Mônica que estaav parada em sua frente.- Eu ainda quero falar com ela.


—Amanhã. Os dois estão nervosos, e como eu disse, tenho vizinhos. Não quero a policia batendo aqui por causa de uma discussão.


—Está bem. Amanhã eu volto. Diga a ela que eu a amo. Apesar de toda sua teimosia.


—Ela sabe disso e tenho certeza que pensa o mesmo sobre você.


—Boa noite Nica.


—Boa noite.




CONTINUA...

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Fic She Drives Me Crazy capitulo 13- Adiando o inevitável



—Bom dia.- Bella disse se espreguiçando.- Como você está? Não usou a máscara ontem à noite. - Bella disse e ele sorriu.

—Eu estou bem, mas acho que eu que devia fazer essa pergunta. Sente alguma dor? – Edward disse a puxando para mais perto e acariciando seu rosto.

—Não. Eu me sinto muito bem. - Ela disse se aninhando nele, mas fez uma cara de dor.

—Bella...

—Tudo bem, talvez esteja com um pouquinho de dor, mas vamos fazer de novo não é? - ela perguntou e ele riu. - Por que está rindo?

—Porque você não existe. Espera aqui. Vou pegar um analgésico pra você- Ele disse a beijando se levantando.

Depois de pegar o remédio Edward voltou para o quarto e se deitou com Bella em seu peito.

—Eu estive pensando em uma coisa.

—O que?- Bella perguntou enquanto ele acariciava seu cabelo.

—Eu acho que vou falar com meu pai.

—Com seu pai?- Bella perguntou tentando disfarçar o medo em sua voz.

—Sim. Sobre a fisioterapia. Uns meses antes de você chegar ele me procurou dizendo que eu deveria voltar a fazer. Acho que vai ser bom.

—Não que eu não esteja feliz em ouvir isso, mas... O que te fez mudar de ideia?- Bella disse enquanto fazia desenhos imaginários no peito de Edward.

—Você. Você me fez mudar de ideia sobre muitas coisas.

—E isso é uma coisa boa? Quer dizer, eu não quero que seja alguém que não é só porque acha que eu vou gostar mais de você. Eu amo você do jeito que você é.

—Eu sei disso, mas quem eu era quando você chegou, não era eu. Era uma casca minha. Você me trouxe de volta. - Ele disse voltando a beija- lá. - Além do mais. Quero contar para meu pai sobre nós.

—Quer?

—Claro. Você não?

—Não é isso. Eu só... Não sei o que ele pode pensar. Apesar de tudo, eu ainda sou sua assistente.

—Ele não é uma pessoa ruim. Ele só é bem fechado, e sei que me quer feliz. E você é grande parte dá minha felicidade

—Se você diz.

—Está bem. Tive uma ideia. - Edward disse se levantando com certa dificuldade e enrolando o lençol na cintura. Ele virou para Bella e lhe estendeu a mão

—Vem. – Ele a chamou.

—Pra onde? - Ela perguntou olhando para ele. O lençol ainda estava enrolado na cintura dele.

—Banho. - Ele disse como se fosse obvio.

—Certo... Pode ir, eu...

—Vamos Bella. Eu quero um banho com você. - Ele disse dando um sorriso torto. Com o passar das semanas ele havia percebido que isso mexia com ela, e agora sempre usava.

—Isso é golpe baixo.

—O mesmo vale para quando você morde o lábio.

—Eu sou a garota aqui. Eu posso fazer essas coisas. É adorável.

-Cada um joga com o que tem Swan.

—Eu não sei se estou sendo boa influencia para você Sr. Masen. - Ela disse sorrindo.

—Tem sido uma ótima influencia Srta Swan. Agora venha.- Ele disse estendendo a mão para ela mais uma vez . Ela revirou os olhos e se enrolou no lençol se levantando. - Com vergonha de alguma coisa?

—Não.

—Pois eu acho que está. Como pode ficar com vergonha depois do que fizemos ontem a noite?

—Eu não estou com vergonha. Eu só achei que, sabe...- Ela estava dizendo quando ele puxou o lençol e ela deu um gritinho o fazendo sorrir.

—Dois podem jogar esse jogo Masen. - Ela disse ignorando a própria nudez e puxando o lençol que o cobria. Ele olhou para baixo e cruzou os braços no peito enquanto sorria. Sua ereção era bem visível- Orgulhoso de si mesmo?- Bella perguntou

—Não. Mas você deveria, já que foi você que me deixou assim. - Ele disse e ela abandonou a timidez e revirando os olhos se aproximou dele.

—Vamos tomar esse banho. - Bella disse beijando seus lábios e caminhando até o banheiro dando a Edward uma bela visão de sua bunda.







—O que você quer de almoço? - Bella perguntou. Edward estava sentado na bancada da cozinha olhando para ela. Era domingo e ela queria cozinhar.

—Eu quero o que eu tive hoje de manhã- ele disse com um sorriso malicioso.

—Eu estou falando de comida Edward. - Ela disse corando.

—Tudo bem. Deixa eu pensar ... Sempre comemos o que eu quero, e você?O que você gostaria de almoçar?

—Que tal MC Donalds?

—Isso não é comida de verdade. - ele disse sorrindo

—Mas ainda sim é uma delícia.

—MC Donalds então.

—Ótimo. Tem um aqui perto. Eu dirijo.- Ela disse e ele a olhou. - Eu estou brincando. Vem. -Eles chegaram até a lanchonete e pediram.

—Eu achei que você fosse pedir seu peixe cru de novo quando perguntei o que queria almoçar.

—Acho que vou ter que encontrar outro restaurante de comida japonesa. Ou outro entregador. - Ele disse enquanto mordia seu lanche.

—Você ouviu. – Ela disse olhando para ele. E ele não levantou os olhos

—Talvez.- Ele disse dando de ombros.

—Talvez? O que você talvez tenha escutado?

—Talvez eu tenho escutado o que o entregador disse. E talvez eu tenho escutado o que você disse.

—Ele era um idiota.

—Eu sei. Mas ainda sim me deixou feliz ouvir você me defendendo. Mesmo eu sendo horrível com você.

—Tá. Chega disso.Hoje é um dia divertido.- Ela disse.- Aqui, você tem que provar.

—Por que você estava colocando suas batatas no sorvete?

—Porque é o jeito mais gostoso de comer.

—Que tal separados? Também é um ótimo jeito.

—É muito bom. Prova!

—Acho que não.

—Como sabe que não gosta se não experimentar?

—Engraçado você dizer isso, por que eu me lembro de alguém dizer que não precisa pular de um penhasco para saber que vai morrer. - ele disse com um sorriso presunçoso e ela revirou os olhos.

—Muito engraçado. Era um contexto diferente, e deveria ter um cláusula no meu contrato te proibindo de usar minhas palavras contra mim.

—Mas não tem.

—Mas devia ter. Vai. Uma só. -Ela disse mordendo o lábio.

—Viu. Você sempre faz isso.

—Você fez o mesmo de manhã com o banho. Uma só. Vai!!

—Está bem. -Ele disse e ela comemorou.

Ele pegou a batata com sorvete de baunilha e comeu. E a cara de nojo que ele fazia se transformou em surpresa.

—Viu...

—Como descobriu isso?

—Eu não lembro. Eu só sei que sempre como assim.

—É muito bom.- Ele disse comendo outra.

—Viu. É sempre bom você experimentar coisas novas

—Quer dizer que você vai experimentar a comida japonesa de novo?

—Não. - ela disse. - Eu disse que é bom experimentar coisas novas, não repetir experiências desastrosas, e eu estou ótima com a minha batata com sorvete, obrigada.- Ela disse comendo.

—Sempre uma resposta

—Obrigada Alice por isso.

—E por falar nela, quando vou conhecê-la ?- Ele disse e Bella o olhou.

—Você quer conhecê-la? -Ela perguntou surpresa.

—Claro.

—OK. Eu vou falar com ela. Eu falo com ela e te aviso.

—Tudo bem. Ah. Eu falei com meu pai. Ele disse que vai em casa mais tarde. Eu pensei que, talvez pudéssemos contar para ele.

—E se ele se zangar?

—Por que se zangaria?

—Eu não sei. Acho que estou nervosa. – Ela disse e o telefone de Edward tocou.

—Só um minuto.- Ele disse atendendo. Depois de alguns minutos ele desligou.

—Tudo bem?- Ela perguntou.

—Está. Era meu pai. Ele teve uma emergência no hospital e não vai poder ir em casa. Ele disse que vai remarcar. -Edward disse e Bella sentiu o alivio crescendo em seu peito. Ela precisava resolver esse assunto o mais rápido possível.-Você quer ir para casa agora? Eu posso te deixar lá e volto para casa de taxi.- Edward disse com a cara abatida.

—Na verdade, tive outra idéia. O que acha de conhecer meu apartamento?- Ela perguntou brincando com os dedos dele.

—Parece um bom plano para mim.- Ele disse voltando a sorrir.

Eles pegaram um taxi e Bella passou o endereço do apartamento.



—Eu tenho que te avisar.. Eu tenho mania de limpeza, mas Alice não, então sempre que eu saio ela meio que aproveita, e como eu não venho aqui desde sexta a noite, não tenho idéia de como vai estar.

—Bella.- Ele disse a fazendo se calar.- Tenho certeza de que vou gostar. Assim como eu gosto de tudo em você.

—Tudo é?- Ela perguntou o observando.

—Bem, talvez não suas habilidades no volante, mas quase tudo. - Ele provocou.

—Nunca vai deixar isso não é?

—Não mesmo. - Ele disse e ela abriu a porta e deu um grito com o que viu.

—Ai Meu Deus Alice!! No nosso sofá não!!

Fic She Drives Me Crazy capitulo 12 - Marcas do passado






Bella não trabalhava aos sábados, então Edward pediu que ela viesse apenas no final da tarde. Ele havia planejado algo especial para aquela noite.

—Edward?- Bella o chamou entrando na casa. – Edward?

—Olá.- Ele disse da porta da sala. Ele vestia um smoking e a observava atentamente.

—Uau.- Bella o olhou e o desejou com os olhos. Ela nunca havia sentido esse tipo de atração por ninguém.- Eu sabia que você era lindo, mas vestido assim...- Ela disse e ele sorriu.

—Que bom que gostou. Porque eu tenho uma surpresa para essa noite.

—Uma surpresa? E o que é?

—Qual seria a graça se eu contasse?

—Sem graça. Mas você podia ter avisado. Eu podia ter, sei lá, me vestido melhor.- Bella disse olhando para as próprias roupas.

—Aí você não poderia usar aquilo. – Ele disse apontando para um vestido que estava pendurado na sala.

—Tudo bem, agora eu sei que você não está brincando.

—Você disse que queria sair. Eu estive pensando nisso. Você passa a semana toda nessa casa. Merece alguma diversão.

—Edward, você não precisa...

—Não Bella. A razão pela qual eu não saio, são os olhares das pessoas sobre mim, mas eu percebi que não me importo mais. Contanto que estejamos juntos, não me importaria nem se me apontassem.

—Isso é ridículo. A única razão das pessoas olhares para você é que você é muito gostoso.- Ela disse e ele riu.

—Viu. Como alguém se importaria com olhares tendo alguém como você ao seu lado? Agora vá se vestir, ou vamos nos atrasar.

—Ele é lindo Edward, mas eu não posso...- Ela disse e ele a olhou confuso.

—Por que não?

—E se eu manchar ou rasgar?- Ela disse e ele riu.- Ei, não ria. Você sabe que é possível.

—Não se preocupe com isso Bella. É um presente.

—Não é não.

—Você sempre tem que ter a ultima palavra não é? Escute, eu já comprei, então, você pode escolher usa-lo ou deixar guardado, o caso é que, ele é seu de qualquer forma.

—Está bem. Mas não quero que você pense que está tudo bem ficar comprando coisas caras para mim. Não precisamos deixar nossas diferenças ainda maiores Ok?

—Então você pode gastar suas economias para me dar um celular, mas eu não posso te dar um vestido? Não parece muito justo.

—Não é para ser justo. É para ser assim e pronto.

—Já te disseram que você é muito teimosa?

—Eu digo isso para mim mesma todos os dias.- Ela provocou.

—Está bem. Agora vai.

—Eu posso dirigir?

—Não. Vamos de táxi. – Ele disse e ela revirou os olhos.

—Não custava tentar.

—Os sapatos estão no quarto.

—É claro que estão.- Bella disse subindo as escadas.

Meia hora depois Bella se olhou no espelho. Ela estava nervosa. O vestido cobria bem seu corpo. Ele batia na altura de seu joelho. Ela trançou o cabelo rapidamente e saiu do quarto. Ela estava descendo as escadas quando Edward se virou para olha-la a fazendo corar.

—Não tenho mais certeza se quero sair.

—Por que não? Eu aceitei o vestido.

—Exatamente. E você está deslumbrante nele. Não quero outros caras babando em você.

—Você é absurdo.- Ela disse sorrindo.

Edward chamou um taxi e eles foram até o teatro.

—Já veio aqui antes?- Bella perguntou enquanto Edward a guiava para seus lugares.

—Sim. Eu gostava de vir aqui quando era mais novo.

—Aqui é tão bonito.- Bella disse deslumbrada com a vista. O concerto durou duas horas e depois eles foram até um restaurante.

Os dois pediram e estavam conversando banalidades quando ele ouviu uma voz.

—Edward?- A voz disse e ele não se mexeu.

—Eu acho que é com você.- Bella disse olhando para a pessoa que o chamou.

—Acho que sim.- Ele disse suspirando e se virando. Do outro lado do restaurante Peter se levantou indo em sua direção.

—Eu não acredito. Edward Masen.

—Olá Peter.

—Quanto tempo não vejo você. Você está muito bem. Apesar de tudo não é?

—Sim Peter.

—Essa é Charlotte. Minha noiva.

—Oi. O Peter fala muito de você.

—Mesmo?- Ele perguntou ironicamente e Bella cutucou sua perna.

—É claro.-Ela disse docemente.

—É um prazer. Essa é minha namorada. Bella, Bella,esse é o Peter. Ele é músico também.

—Muito prazer.- Bella disse estendendo a mão.

—Bom, eu não quero incomodar. Nós já estávamos indo embora e eu vi você. Aqui. Meu celular. Me liga Edward. Vamos marcar de sair um dia desses.

—Quem sabe um dia.

—Foi um prazer Bella. – Peter disse docemente e Bella sorriu pegando o telefone que Edward mal havia olhado e eles saíram.

—O que foi?- Bella perguntou acariciando a mão dele que estava sobre a mesa.

—Nada.

—Por que ficou estranho depois que seu amigo saiu? Não gosta dele?

—Não é isso.- Ele disse suspirando. – Peter é um cara legal.

—Então qual o problema?

—O problema não é ele. São as coisas que ele me lembra. Os concertos que eu tocava, as grandes turnês que fazíamos. Eu estou sendo ranzinza, desculpe. Era para ser uma noite divertida.

—Ei, eu estou me divertindo. E e isso é importante para você. E eu acho que você toca muito bem.

—Não sei se acredito em você. Você não parece muito imparcial. – Ele disse sorrindo.

—O mesmo vale quando você diz que eu sou deslumbrante e essas coisas.

—Mas é verdade.

—Assim como quando eu digo que você toca bem, também é verdade.

—Poderíamos discutir isso a noite toda e não chegaríamos em um acordo.

—Poderíamos, mas eu prefiro fazer outras coisas a discutir com você.- Ela disse sorrindo e bebendo o vinho.

Eles terminaram o jantar e entraram no taxi.

—Você quer que eu te deixe na sua casa?- Ele perguntou enquanto ela se aninhava em seus braços no banco de trás do taxi.

—Eu queria passar a noite com você.- Ela disse levantando os olhos para ele, e ele sorriu.

—Seu desejo é um ordem.

Chegaram na casa e foram direto para o quarto e Edward ainda a admirava.

—Por que está me olhando assim?

—Assim como?

—Como se eu fosse a coisa mais bonita que você já viu.- Ela disse soltando o cabelo.

—Porque você provavelmente é.

—Não pode dizer coisas assim e não querer que eu me apaixone por você.

—Eu acho justo que você se apaixone, já que eu já estou.- Ele disse a puxando para perto dela a beijando. As mãos dela foram até os cabelos dele o puxando. Ela empurrou as roupas dele e desabotoando a camisa dele enquanto ele a empurrou delicadamente até a cama enquanto ele descia o zíper do vestido dela.

—Não, não. Espera.- Ela falou mais alto com um olhar aterrorizado.

—Desculpe Bella. Eu pensei... Tudo bem, nós não precisamos...

—Não. Não é isso. Mas tem uma coisa, que eu não te contei.

—O que é?- Edward perguntou preocupado.

—Lembra, que eu disse que meu pai não era uma boa pessoa? E que não queria falar sobre ele?

—Lembro.

—Existe um motivo para isso.- Ela disse abraçando o próprio corpo já com lagrimas nos olhos. Edward se aproximou lentamente e acariciou seu rosto.

—Fala comigo. – Ele pediu

—Quando eu era pequena, as coisas eram... Diferentes.

—Diferentes? Diferentes como?

—Meu pai sempre quis um menino, então quando veio uma menina ele... Digamos que ele não ficou muito feliz. Minha mãe morreu no parto. Éramos ele eu. Minha tia, a irmã da minha mãe, me visitava de tempos em tempos. Foi assim que eu passei os primeiros oito anos da minha vida. Me sentindo mal por ser uma garota. Ele cortava meu cabelo bem curto e todas as minhas roupas eram largas. Ainda sim, não era o bastante pra ele. Então ele me matriculou no clube de natação. Ele dizia que aprendeu muitas coisas sobre a vida no vestiário, e isso iria me ajudar. - Disse enjoada com as lembranças.

—Bella, não precisa....

—Tudo bem. Eu tenho que dizer, já faz muito tempo. O clube era apenas para meninos, mas como meu pai era o chefe de polícia da cidade abriram uma exceção para mim. Os meninos eram... Cruéis. Sempre mexiam comigo. Eu não tinha influências femininas, então não era confortável com meu corpo. Mesmo com oito anos. Eles nos obrigavam a tomar uma chuveirada antes de entrar na piscina e eu sempre usava camisa e um calção.

—Bella...

—Eles sempre me provocam por isso e eu os ignorava e isso funcionava. Até que não funcionou mais. Eu me lembro que estava tão cansada dos comentários e brincadeiras maldosas. Eu revidei. Eu precisava. Eu ofendi um dos meninos. Não me lembro do que foi. Isso foi o bastante para eles. - eu disse olhando para baixo. - eles arrancaram minhas roupas e ligaram o chuveiro. Era um... Chuveiro antigo. Se não regulássemos a água, ela nos queimava. Digamos que eles não tiveram essa preocupação. Eu tentei fugir, mas eles eram muitos. A água me desorientava e queimava meu corpo.

—Pare- Edward rugiu. Sentindo a dor que Bella sentia. A raiva fazia seu sangue ferver.

—Depois de um tempo eles me deixaram lá. Mesmo com a dor das queimaduras eu vesti minhas roupas e sai. Liguei para minha tia naquele mesmo dia e contei o que havia acontecido. Ela veio me buscar no dia seguinte. Ela havia me dado seu telefone uns meses atrás dizendo que eu podia ligar para ele se precisasse. Charlie estava fora de si. Ela entrou na justiça para requerer minha guarda. Ganhou facilmente. Não vejo meu pai desde então.

—Eu sinto muito que isso tenha acontecido com você.

—O motivo pelo qual estou te contando isso é que... Eu ainda tenho algumas marcas de queimadura pelo meu corpo. E quando você começou a abrir o zíper eu congelei, com medo do que você iria pensar. ...

—Achou que as marcas seriam um problema?

—Eu não sei. Elas estão por todos os lados, e algumas estão feias mesmo depois de tantos anos.

—Então quer dizer que você nunca...

—Não. Eu ainda não perdi meu cartão V, se é isso que está perguntando.

—E você quer? Ficar comigo?

—Eu quero. Muito, mas tenho medo do que vai pensar.

—Confia em mim?

—Mais do que em qualquer um.- Edward começou a beijar seu pescoço e abriu a lateral do vestido descendo a parte dos ombros enquanto Bella abria a calça dele. Quando sua calça estava no chão ele terminou de tirar o vestido dela lentamente. As marcas estavam lá. Algumas maiores e mais visíveis, mas a perfeição das curvas dela se sobre saía. Tudo o que ele via era o quão linda e perfeita ela era. Ele a encarou sem palavras, mas ao olhar em seus olhos viu que ela confundia seu olhar de adoração com de repulsa. Então ele segurou sua nuca e a beijou.

—Eu certamente não esperava por isso.- Ele disse entre os beijos.

—Eu entendo.Tudo bem sentir repulsa.- Ela disse deixando um soluço escapar.

—Repulsa? Bella, você é absolutamente de tirar o fôlego. Eu estou deslumbrado.

—Como? Por que?

—Por que? Porque você é absolutamente linda. Por dentro e por fora.- Edward disse voltando a beijá-la.

Depois de alguns beijos ela se mais segura e confiante, então colocou sua mão dentro da boxer dele, sentindo seu tamanho e a tirando logo em seguida. O que ela não esperava era que ele fosse tão... Grande. Bella cessou os beijos e olhou para seu comprimento por um instante.

—Você parece preocupada.

—Eu estou

—Eu vou fazer isso ser bom. – Ele se deitou sobre ela, mas mantendo seu peso em seus braços o quanto pode. Ficando entre suas pernas ele se lembrou do preservativo.- -Camisinha?

—Ei eu sou a virgem aqui, lembra?

—Bem, não é como seu eu tivesse usado uma nos últimos anos.- Ele disse ainda admirando seu corpo. -E o que fazemos agora?- Ele disse saindo de cima dela.

—Eu tomo pílula.

—Eu nunca fiz sem proteção e depois do divórcio fiz vários exames. Eu estou limpo, confia em mim?

—Com toda minha vida.- Ele sorriu.

—É tão linda. - Edward disse beijando seu pescoço e a empurrando levemente para trás. Bella sentiu suas costas encostarem na cama. Edward colocou suas mãos na cintura dela e continuou a beijar seu pescoço. As mãos e Bella estavam agarradas ao seu cabelo lhe dando leves puxões.- Eu não quero machucar você, mas isso pode doer.

—Confio em você.- Bella disse olhando em seus olhos e assentiu.- Eu amo você.- Bella disse acariciando o rosto de Edward que beijou sua mão.

—Eu também te amo. Não sabe o quanto te esperei. - Edward disse e voltou a beijá-la enquanto avançava. Ele ficou parado enquanto ela se acostumava com as sensações. Bella sentiu uma fisgada, como se algo se partisse. Ela abriu os olhos e encontrou o olhar de Edward preocupado.

—Tudo bem. Só fica parado um pouco.

—Já vai passar. Eu prometo que só vou me mexer quando você disser. - Ela respirou fundo e se mexeu um pouco testando o nível da dor e assistiu e ele começou a se mexer lentamente. As pernas de Bella se cruzaram em sua cintura o fazendo ir mais fundo. Ela estava tomada pelas sensações e tudo que conseguia fazer era gemer e se agarrar mais a ele. A perna de Edward começara a dar alguns espasmos de dor, mas ele não se importava. Se sentia bem com ela. Como se estivesse em casa pela primeira vez na vida. Seus movimentos ficaram mais rápidos e ele não conseguia mais manter o peso em seus membros. Bella estava perdida nas sensações, mas ela queria mais. Usando a força das pernas ela o prendeu e os girou na cama. Edward a olhou com uma mistura de surpresa e desejo que queimava em seus olhos.

Edward desceu um pouco as mãos e a ergueu a fazendo subir e descer cada vez mais rápido. Ele se sentou com ela ainda em seu colo, os dois gemendo cada vez mais alto e o suor de seus corpos se misturando.Seus seios estavam livres e balançavam cada vez mais em sincronia com as estocadas dele.Ela tombou a cabeça para trás lhe dando livre acesso ao seu pescoço e Edward voltou a beijar seu pescoço e foi descendo os beijos por sua clavícula e seus seios. As mãos deles estavam entrelaçadas e as penas de Bella enroscadas em sua cintura o apertando cada vez mais forte enquanto seu ápice se aproximava. Ele desceu os beijos pelo vale entre os seios de Bella a fazendo gemer seu nome ainda mais alto enquanto ela se movimentava e rebolava em seu membro. Bella gemia cada vez mais alto. Incapaz de se controlar.

—Edward...

—Sim Bella. Vem comigo... - Ele gemeu e ela se agarrou a ele com mais força enquanto sentia seu orgasmo a atingir tirando todas as forças que ela tinha.

Edward soltou uma de suas mãos e acariciou suas costas e se afastou um pouco a deitando do seu lado. Ele a olhou ela nunca esteve tão perfeita. Seus cabelos agora castanhos esparramados pelo travesseiro, suas bochechas coradas. Seus olhos estavam fechados. Ela só conseguia de concentrar nas sensações que sentia. A mão de Edward passeou pela lateral de seu corpo chegando até seu quadril e subindo novamente e ela sorriu.

Ele estava agarrado a ela com todas as suas forças e ela se remexeu um pouco e o o ouviu sussurrar.

—Não. Por favor não me deixe agora.- Ele devia estar sonhando e Bella acariciou seus cabelos e sussurrou de volta.

—Eu não vou. – Ele se mexeu novamente e abriu os olhos a admirando.

—Obrigado.

—Pelo que exatamente?- Ela perguntou confusa.

—Por ficar. Mesmo quando eu tente fazer você ir.

—Não existe outro lugar que eu gostaria de estar agora. – Ela disse enquanto brincava com o cabelo dele.

—Isso me assusta as vezes. As vezes eu penso que isso é um sonho, ou talvez signifique que você é muito teimosa ou então que gosta de alguém que estava quebrado.

—Você não estava quebrado. Só perdido. E precisava de mim.

—Eu ainda preciso

—Isso é bom. Porque não pretendo ir a lugar algum. – Ela disse e os dois pegaram no sono agarrados um ao outro.

Fic She Drives Me Crazy capitulo 11 - Você me assustou como o inferno



—Você nunca ficou calada tanto tempo. – Edward disse.

—Ta bem. Eu não sei o que dizer.

—Isso está me preocupando na verdade. Eu pensei que fossemos conversar. -Edward disse e Bella continuou olhando para a pizza muito concentrada.

—Por que eu? - Ela disse sem conseguir olhá-lo.

—Por que você? Você é linda, inteligente e absurdamente teimosa. Não desistiria de mim nem se eu tentasse. Eu entendo se você disser que não sente o mesmo e que eu estou confundido as coisas.

—Não. A questão não é essa. Não é mesmo.

—E qual é então?

—Qual é? Edward, eu não entendo. Você é... Bem, você. Não é que eu não me ache bonita ou algo assim, mas porra, olha pra você. Você poderia ter qualquer garota. Qualquer uma. Eu sou uma garota comum. Sou só eu.

—Você já devia saber que não tem nada de comum em você Bella.

—Primeiro, como você pode pensar que Emmett eu tínhamos alguma coisa?

—Você não pode me culpar por isso. Você sempre fala dele e tem sempre um brilho nos olhos quando fala. E é meio chocante saber que você não tem namorado.

—A maioria dos caras tende a fugir quando você fala o que pensa.

—Eu continuo aqui - ele disse timidamente.

—Você realmente não se importa com meu jeito não é?

—Não. Eu comecei a gostar dele. E você não se importa que eu seja um pouco rabugento.

—Algumas vezes, muito rabugento.- Bella disse.- Viu. Os caras não querem ouvir isso.

—Sorte sua que eu não sou como os outros caras.

—Então? Como ficamos?

—Eu não sei. O que você sente?

—Você é um cara legal.

—Um cara legal?- Ele perguntou erguendo a sobrancelha.

—É.- Ela disse com um sorriso brincando nos lábios.- Ei.Já que somos amigos, o que acha de amigos com beneficio?

—Agora eu sei que você está brincado

—Por que?

—Amigos com beneficio não tem compromisso. E eu não gosto nem um pouco da idéia de outros caras tocando em você.

—Alguem está com ciúmes.- Ela cantarolou.

—Agora você parece seu amigo Emmett.

—Sobre isso. O quanto você ouviu?

—Antes eu quero sua resposta.

—Eu respondo se você responder.

—Com você é sempre assim não é? Sempre tem um porem. Eu perguntei primeiro.

—Eu cresci com a Alice. Posso fazer isso o dia todo. Só vai ter minha resposta quando eu tiver a minha.

—Está bem. Eu ouvi sobre você me chamar de odiador de gatos, mas que você me acha um cara muito legal, mas a parte mais interessante é sobre seus sonhos. Agora pode falar.

—Está bem. Você é um cara muito legal e eu meio que passei a gostar de você, mas minha cabeça não processou muito bem e meus sonhos tem sido... Inadequados.

—Inadequados?

—Eu não vou contar, se é isso que você quer.

—Tudo bem. Então também não conto os meus.- Ele disse com um sorriso nos lábios.

—O que?- Ela perguntou chocada.

—Próxima pergunta.

—Próxima coisa nenhuma. Como assim, os seus?

—Só você pode ter sonhos?- Ele disse com um sorriso torto que a fez corar.- Eu conto se você contar.

—Não. Não mesmo. Próxima pergunta.

—Sua chata.

—Olha só. Aprendeu alguma coisa comigo.- Ela disse mostrando a língua e ele revirou os olhos.

—Está bem. Próxima pergunta. O que você diria se hipoteticamente eu te pedisse em namoro ?

—Eu diria que por mais tentadora que fosse a idéia, isso é bem rápido e alem disso eu sou sua assistente e isso não seria certo.

—Então esse é o problema? Por que eu me lembro de alguém falando que não trabalhava para mim, e sim para o meu pai.

—Olhando por esse lado.

—Então o problema seria só o tempo.

—Basicamente.

—E não os meus problemas?

—Francamente Edward, você acha que eu ligo para isso? Você anda com um pouco de dificuldade. Grande coisa. Mesmo que você tivesse três olhos e um mamilo na testa eu ainda gostaria de você.- Ela disse e ele começou a rir.- Alem disso, eu já disse. Essa cicatriz te da um ar sexy. Vamos fazer assim. Começamos isso, mas se não der certo, não quero perder nada que construímos até aqui está bem?

—Parece muito justo.

—Então se não der certo, nós continuamos amigos. Promete?

—Eu prometo.

—Ótimo, porque mesmo que você dissesse não, eu ainda ia querer beijar você.- Bella disse se aproximando dele e o beijando

Algumas semanas se passaram e Bella queria tirar Edward de casa, mas ele se recusava a sair com ela.

—Vamos... Vai ser divertido.

—Você disse isso da ultima vez.

—Podemos pegar um taxi. Eu só quero sair com meu namorado. Isso é errado?- Ela disse piscando os olhos para ele.

—Usar a palavra namorado e piscar esses olhos assim é jogo sujo. Você sabe que eu faço quase tudo que você pede quando fala assim

—Então vamos sair?

—Eu disse quase tudo. Então eu acho que não.

—Por favor...

—Não.

—Que tal um acordo?

—Um acordo?- Ele perguntou curioso.

—É. Uma volta. Podemos caminhar. Nada de carros, transito ou guaxinins. Eu espero.

—E o que eu ganho em troca?

—Alem do prazer da minha companhia?

—Isso eu tenho todos os dias. E aprecio muito a propósito.- Ele disse sorrindo.

—Quando você começou a ser tão fofo?- Ela perguntou e ele sorriu.- Ta. Eu fico uma semana sem fazer perguntas.

—Só uma semana?

—É o maximo que eu agüento.

—Você vai desistir se eu disser que não?

—Provavelmente não.

—Como consegue que eu faça tudo que você quer?

—Eu não consigo que você faça tudo que eu quero.

—Está bem.- Ele disse e ela gritou de alegria.- Uma volta. Apenas uma volta.

—A menos que você queira andar mais. - Ela disse sorrindo e ele revirou os olhos.

Eles já estavam quase no final da volta e Bella estava na frente.

—Você é muito lento.- Ela zombou.

—Eu não sei se você reparou, mas eu não costumo caminhar muito. Você tem as duas pernas em ótimo estado para caminhar e ainda sim você vive tropeçando por aí e eu não falo nada.

—Ei...

—Não é legal quando é mostram seus defeitos não é.

—Eu não disse por mal.- Ela disse baixando os olhos e Edward percebeu que havia a magoado.

—Eu sei que não. Desculpe.

—Vem. Já terminamos a volta. Estamos quase chegando na sua casa.- Bella disse o puxando pela mão.

Eles entraram na casa e Bella ainda estava quieta.

—Ei.- Edward disse a puxando e ela o olhou.- O que você tem?

—Nada.

—Você está chateada.- Ele afirmou.

—Não.

—Bella...

—Talvez um pouco. Quando eu disse que você era lento...

—Você não quis ofender, mas ainda sim me chateou, mas eu não tinha que ter sido grosso.Eu sei que você não faz por mal.- Ele disse e ela ainda não o olhava.- Olha, eu não queria ter dito aquilo, mas tente entender meu lado.

— Eu estou tentando.

—Eu não queria magoar você com o que eu disse. Talvez você tivesse razão quando disse que devíamos ir devagar.- Ela perguntou ainda sem olha-lo nos olhos.

—Você... Você está mudando de ideia? Sobre nós?- Ela perguntou ainda sem olha-lo nos olhos.

—Não! Estar com você tem sido a coisa mais certa em minha vida Bella, mas isso me assusta um pouco.

—Por que?- Ela perguntou olhando em seus olhos e podia ver dor neles.

—Porque a ultima vez que abri meu coração ela me deixou e se matou logo depois. E honestamente, eu nunca tive tanto medo que a história se repetisse.- Edward disse tentando disfarçar a falta de ar que estava sentindo.

—Você está bem?

—Estou.- Edward disse tentando respirar.

—Tem certeza?- Ela perguntou e ele não respondeu.- Edward?- Ela perguntou assustada.

—Não.

—O que você tem? – Ela perguntou enquanto ele tentava puxar o ar. O esforço físico da caminhada havia desencadeado uma crise respiratória.- Edward? Está me assustando.

—Car...Carlisle.

—Vou ligar para ele. – Bella disse o ajudando a sentar e pegando o celular. – Alo? Dr. Cullen? Aqui é a Bella.... Eu não sei, ele estava bem....- Bella disse falando com Carlisle ao telefone. – Eu não sei. Está bem. Edward, ele pediu para você mostrar o nível da crise.- Bella disse e Edward levantou seis dedos.- Ele levantou seis Carlisle, o que eu faço?- Bella perguntou assustada.- Gondola? Onde eu... Ta bem. Eu vou buscar.- Bella disse correndo para o andar de cima e ao entrar no quarto de Edward encontrou um pequeno carrinho ao lado da cama. Assim que o pegou ela o levou para baixo.- Carlisle, o que eu faço com isso? Regulagem?- Ela disse ainda ao telefone.- Está bem.- Ela entregou a mascara para Edward que começou a puxar o ar. Parecia estar funcionando.

—Edward?- Ela perguntou e ele assentiu. Ele parecia respirar de novo e ela se acalmou. Edward apontou para o andar de cima e Bella o ajudou a ir para o quarto. Assim que ele estava em sua cama tirou a mascara.- Não. Coloca de volta.

—Está tudo bem Bella. Eu estou bem.

—Você me assustou. Você não estava respirando.

—Eu estou bem agora. Só preciso ficar um tempo com a máscara. Você pode ligar para o meu pai e dizer que está tudo bem? Não quero que ele venha aqui.- Ele disse recolocando a mascara.

—Está bem. Eu deixei meu celular lá em baixo. Eu volto logo.- Ela disse e ele deu um sorriso fraco.

—Dr. Cullen? Sou eu.

—Olá Bella. Como meu filho está? Ele consegue respirar?- Ele perguntou preocupado.

—Sim, ele está bem agora.

—Isso é bom.- Ele disse aliviado.- Acha que eu preciso ir aí?

—Não. Ele disse que está bem. Eu não entendo. Ele estava bem. Disse que se sentia bem disposto.

—Já é a terceira crise nesses cinco anos.

—Eu devia ter percebido. Devia...

—Bella. Você não tinha como saber. Eu como médico não tenho. Essas crises simplesmente acontecem.

—Por que ele tem essas crises? Só fomos andar um pouco. O que ele tem exatamente?

—Depois do acidente, nós fizemos vários exames para saber até onde as seqüelas foram, e uma delas foi no pulmão. Ele tem um edema pulmonar. Quando ele recebeu alto do hospital ele precisava de um gondola respiratória, mas depois de algum meses ele simplesmente não precisou mais dela.

—Não precisou ou não quis mais?

—Um pouco dos dois. Edward é meu filho, mas é adulto. Eu não poderia obrigá-lo. Então ele não a usa o tempo todo. Apenas a noite.

—Eu nunca tinha visto até hoje.

—É claro que não. Ele mantém o equipamento muito bem escondido e só o coloca quando está no quarto. Não gosta que o vejam com ela.

—Mas isso é loucura. Se ele precisa da gondola para acabar com essas crises por que não usa,? Pelo que vão pensar dele? Isso é ridículo.

—Eu amo meu filho, mas ele não é muito sensato com alguns assuntos.

—E o que vai acontecer agora?- Bella perguntou.

—Contanto que ele descanse e use a mascara mais tempo o aparelho, ele ficará bem.

—Eu vou cuidar disso. Obrigada Dr. Cullen. Se acontecer alguma coisa eu volto a ligar.

—Obrigado Bella. – Ele disse e desligou. Bella voltou para o quarto e encontrou Edward sentado na cama com a máscara.

—Pode, por favor, não me olhar assim?- Ele disse olhando para ela.

—Assim como?

—Como se eu estivesse morrendo.

—O que você tem na cabeça? Se precisa dessa coisa por que não usa?

—Pelo jeito você já conversou com meu pai. E não precisa gritar como se eu fosse uma criança.- Ele disse fechando a cara.

— Não preciso gritar? – Ela disse irritada.- Eu te trato como uma criança quando você age como uma, e não faça essa cara. Por que não disse nada? Você me assustou como um inferno hoje.- Ela disse com lagrimas nos olhos.

—Ei... Não chora.- Ele pediu com culpa nos olhos por faze- la chorar.- Vem aqui.- Ele pediu estendendo a mão.

—Coloca a mascara. Você precisa dela.- Ela disse fungando.

—Preciso mais de você. Eu vou contar o porquê eu não disse nada. Vem aqui.- Ele pediu estendendo a mão e ela foi se sentar ao lado dele se aconchegando em seus braços.

—Eu meio que preciso disso.

—Eu percebi. E por que você não usa?- Ela perguntou baixinho.

—Porque eu não gosto de como as pessoas me olham quando eu uso. Como você estava me olhado quando entrou no quarto.

—Como eu estava olhando?

—É. Como se eu estivesse morrendo. Com pena.

—Eu não tenho pena de você Edward, eu fiquei assustada. Como você ficaria se eu não conseguisse respirar e você não pudesse fazer nada?- Ela disse o fazendo pensar.

—Eu não pensei por esse lado. Mas os olhares me incomodam.

—Mas você não precisa disso para respirar?

—Não exatamente. Ele deixa minha respiração mais leve. Mais fácil.

—Mais fácil?

—É como... Se você prender a respiração por muito tempo e soltar, você respira com dificuldade, certo?

—Acho que sim.

—É como se eu vivesse prendendo e soltando a respiração.

—Mas se você usar isso? Você respiraria normalmente?

—Sim. Mas eu ainda não gosto disso.

—Então prefere viver sem respirar direito pelo que os outros vão pensar?

—Não. Sim. Olha, é complicado. .

—É. Você é muito complicado. Mas eu ainda adoro isso. – Ela disse fungando e se aconchegando mais nele. -Eu gosto quando você sorri das minhas palhaçadas. Eu adoro como você consegue... Passar de rabugento pra fofo em menos de dois minutos. Eu adoro como você não liga para minhas perguntas, por mais constrangedoras que sejam ou como você se perde quando esta tocando piano. Como se você se encontrasse enquanto está sentado tocando... Eu amo... Você. - Bella disse e Edward a olhou. - Merda. Eu amo você.

—Bella...- Ele sussurrou, mas ela não conseguia olhá-lo.

—E pelo seu passado eu te conheço bem pra saber que vai precisar de tempo e eu não espero que diga nada agora e...

—Eu também te amo. -Edward disse fazendo Bella se calar.- Já está escurecendo. Você pode ficar?- Ele pediu.

—Posso.- Ela disse se aconchegando mais em seus braços.

Depois de algum tempo Edward adormeceu e Bella se levantou indo até a cozinha pegar um pouco de água. Quando voltou Edward ainda dormia. Ele parecia um anjo. Ela deitou ao seu lado mexendo em seus cabelos. Ela não sabia como isso acabaria, mas tinha uma certeza. Precisava falar com o Dr. Cullen e cancelar o acordo que eles haviam feito para que ela ficasse ali com ele. O mais rápido possível. Se Edward descobrisse, pensaria que ela estava com ele pelo dinheiro e ela sabia muito bem que não era isso. Ela o amava. Com cada fibra do seu ser, ela o amava, e por algum fenômeno da natureza, ele a amava também. Ela não estava disposta a colocar isso a perder. Por quantia nenhuma.

Fic She Drives Me Crazy capitulo 10- Odiador de gatos?















—Seu amiguinho vem amanhã?

—Meu amiguinho?- Ela perguntou erguendo a sobrancelha.

—É. O dá poltrona. Ele vem amanhã?

—Vem.

—Está bem. Eu vou deixaria um cheque para pagar. - Ele disse secamente.

—Tudo bem. Você está bem?- Bella perguntou preocupada.

—Ótimo. Nunca estive melhor. - Ele respondeu sarcástico.

—Eu fiz alguma coisa que te irritou hoje?

—Hoje? Hoje não, mais ainda são só quatro horas. Vamos ver até o final do dia

—Ta bem. - Ela disse ainda cismada. - Eu estarei na biblioteca. Qualquer coisa é só me chamar. Ou ligar. - Ela disse mostrando o celular dele na mesa.

—Ótimo.

Ela foi até a biblioteca e quando todos os livros estavam arrumados ela olhou para fora e viu um vulto passando. Ela olhou mais atentamente e viu que era um bicho. Ela não queria voltar até o escritório. Edward parecia aborrecido com alguma coisa, mas ela não sabia com o que exatamente. Ela pegou o telefone e ligou para o numero dele.

—O que você quer?

—Você tem alguma aversão a guaxinins?

—Você está brincando, não é?-Ele perguntou.

—Não. Tem um no jardim. Estou olhando para ele. Da janela é claro, mas estou olhando. Você acha que devo chamar um exterminador?

—Você conhece um exterminador?- Ele perguntou com a voz um pouco mais leve ainda sem acreditar nessa conversa.

—Eu não, mas o Emm sabe caçar. Ele poderia vir aqui.

—É claro que poderia. - Edward disse com a voz seca novamente e desligou. Bella olhou para o telefone sem entender nada e ligou de novo. Ela continuou tentando até que a porta da biblioteca se escancarou de uma vez.

—Deus...Você quase me matou do coração. – Ela disse pulando da cadeira.

—Eu não acho que tenho tanta sorte. Mas se você continuar me ligando eu posso pensar em fazer.

—Ei. Amigos lembra? Você disse que eu podia ligar.

—Não a cada maldita hora do dia. E com certeza não para falar de uma merda de um guaxinim no quintal.

—Eu li que guaxinins podem se tornar agressivos e...

—Deus...Você é completamente surtada. - Edward disse.

—Por que esta agindo assim? Eu pensei que estávamos bem.

—Eu não sei. Eu... Eu não dormi muito noite passada. Não queria gritar com você.

—Eu não estou zangada. Só quero entender qual o problema.

—Eu não sei qual o problema. E não gosto disso. Está quase na sua hora. Só me deixe um pouco sozinho. Eu quero tentar dormir um pouco.

Bella assentiu. Ela estava cansada e foi para o computador checar os e-mails. Edward havia sido convidado para um coquetel, mas precisaria confirmar sua presença porque era um evento muito requisitado. Ela foi até a cozinha e preparou um chá que sua tia havia ensinado. Era bom para dormir. Talvez ajudasse. Ela também precisava saber se ele gostaria de ir até o tal coquetel.

Bella pegou o celular e discou o número. Ele não estava atendendo o telefone, então ela seguiu o som do toque até a sala onde o encontrou sentado na poltrona olhando para o celular.

—Eu pensei ter dito para me deixar sozinho,

—E eu pensei que você tivesse entendido que não vai se livrar de mim. – Ela disse sorrindo e ele revirou os olhos.- Aqui. Eu fiz um chá para você.

—Um chá?

—É. Receita da minha tia. Ajuda a dormir.

—Obrigado. – Ele disse olhando para caneca.

—Vai me dizer qual o problema?

—Está tudo bem.

—Se estivesse, você não teria gritado pela ligação.

—Eu já disse. Eu estou cansado. Não dormi a noite.

—Eu sei, mas acho que tem mais coisa.

—Não tem. - Ele disse.

—Tudo bem, mas se quiser conversar, você tem meu número. - Ela disse mostrando o celular.

—Está bem. Boa noite Bella.

—Boa noite Edward.

—E obrigado. Pelo chá.

—Não por isso. - Ela disse sorrindo.

Foi uma noite mais tranqüila para Edward. O chá havia ajudado um pouco, mas os sonhos não o deixavam. Ele já havia perdido as contas de quantos sonhos tivera com ela. Com Bella. Mas ultimamente todos os sonhos terminavam da mesma maneia. Ela ficando com o tal amigo dela. Ela sempre falava dele e tinha um brilho nos olhos quando falava. Edward estava certo que o tal Emmett era namorado de Bella. E ele não poderia culpá-la. Por que ela o escolheria no lugar do outro. Esse tal Emmett parecia saber de tudo um pouco. E não tinha tantos problemas quanto ele tinha. Ele sabia que não tinha como competir. Bella só o via e sempre o veria como um amigo, e nada mais.

O novo dia veio e Bella chegou animada na casa. Tinha tido uma idéia e estava doida para contar para Edward.

—Edward? - Bella disse entrando na casa. Ela foi em direção ao corredor e ouviu um som. Música. Ela foi chegando cada vez mais perto e o som ficando mais alto. Ela encontrou Edward tocando piano. Ele estava de costas para a porta e não a ouviu chegar. Ela sabia que se fizesse algum barulho ele pararia de tocar, então ficou em silêncio. Quando ele terminou de tocar ela aplaudiu. .

—Uau. Você toca muito bem.

—Obrigado. - Ele disse corando.

—Ei. Você não se assustou quando e aplaudi.

—É porque eu sabia que você está aí desde que a música começou. - Ele disse se virando e olhando para ela e olhando para as roupas dela é desviando o olhar logo depois.

—Como sabia?

—Você tropeçou no batente da porta quando entrou.

—É. Algum problema?- Ela disse percebendo que ele desviou o olhar dela.

—Não.

—Então por que não está olhando para mim?- Ele não conseguia olhar para ela sem se lembrar de seus sonhos.

—Por nada. - Bella olhou para as próprias roupas e não viu nada de diferente. Ela usava uma regata branca de alça fina que era um pouco justa, mas fora isso nada estranho.–O que você planejou para o almoço?

—Eu pensei em pizza, o que acha?

—Está bom para mim. Tem um telefone na geladeira.

—Ah não. Mas assim não tem graça.

—É pizza. Não é para ter graça.

—Quis dizer que é muito mais divertido fazer a pizza do que comprar.

—Você? Vai fazer pizza? Por favor, não explora minha cozinha.

—Ei. Eu não sou tão ruim na cozinha.

—Você disse o mesmo sobre a direção semana passada e agora não sei se quero sair novamente.

—Tá legal. Talvez eu não seja um exemplo de motorista, grande coisa. Mas minha pizza é ótima.

—Está bem. Me chame quando ficar pronto. - Ele disse se virando para o piano novamente. .

—Na verdade... Eu queria saber se você quer me ajudar.- Ela disse mordendo o lábio.

—Eu?

—É. Sabe. Pensei que seria divertido.

—Eu acho que não.

—Ah, vamos lá. Vai ser divertido.

—Não. - Ele disse com um sorriso brincando nos lábios.

—Ta bem. Seu chato. Eu te chamo quando ficar pronto. - Ela disse revirando os olhos e Edward sorriu.

Bella foi para cozinha e começou a juntar os ingredientes. Ela ia usar umas das panelas maiores para cozinhar os ingredientes, mas ela estava no alto e haviam outras panelas em cima. Quando ela puxou tudo veio em cima dela e quando foi tentar se apoiar no balcão a panela d molho veio para cima dela e ela caiu sentada coberta de molho.

— Droga. - Ela disse e ouviu uma risada. - Não peludo! - Ela disse para o gato que veio tentar comer molho. - Se divertindo?- Ela perguntou ao ver Edward parado na porta.

—Não seria melhor prender o gato em algum lugar?

—Eu não pretendia derrubar, mas a panela estava muito alta.

—Você disse que não ia explodir minha cozinha.

— Muito engraçado. Será que pode me ajudar?- Ela disse estendendo a mão e ele a segurou, mas pisou no molho e caiu em cima dela que começou a rir.

—Desculpe. -Ele falou saindo de cima dela.

—Tudo bem. - Ela disse e ele olhou para sua blusa que estava levemente transparente pelo molho. -Ela se apoiou na bancada e o ajudou a se levantar também.

—Talvez seja melhor te ajudar.

—Ah é? E por que a mudança?

—Eu quero minha cozinha inteira e quero comer antes do anoitecer.

—Muito engraçado.

—Então? Por onde começamos?

—Eu ia cozinhar os ingredientes, mas talvez seja melhor eu ficar com a massa. Eu só vou limpar tudo aqui e podemos começar.

Depois de limpar, Edward começou a cozinhar os ingredientes e Bella a abrir a massa. O saco de farinha escapou das mãos dela e a farinha subiu.

—Eu já acabei de...- Edward disse se virando e ao vê-la coberta de farinha não segurou a risada.

—Isso. Ria da pessoa que se suja fácil.

—Como você conseguiu se sujar de farinha?

—Ei, eu sou um fenômeno da natureza.

—Acho que estou começando a perceber.

—Me passa o pano, por favor.

—Aqui.

—Obrigada. Você devia rir mais. Eu acho fofa essa covinha que aparece. - Ela disse terminando de se limpar e arregalando os olhos percebendo o que disse.

—Você tem me dado muitos motivos para isso.

—Eu tenho uma pergunta. - Ela disse.

—Estava demorando.

—Por que estava tão bravo ontem?

—Por nada. Na verdade, não sei o porquê.-Ele a olhou. Eu...- Edward se aproximou ainda mais dela.-Tem farinha aqui- Ele disse limpando os rosto dela é sentiu a mão formigar com o toque.

—Você tem olhos bonitos. - ela disse enquanto ele limpava a farinha do rosto dela.

—Os seus também não são ruins. - ele disse com um sorriso torto que deixava a cicatriz mais evidente e ela levou a mão até ela o fazendo se encolher sobre seu toque, mas ela manteve a mão ali. - Você realmente não se importa não é?

—Não, mas eu entendo. - Edward a olhou e se aproximou mais. Ele estava disposto a acabar com o espaço que os separavam quando a campainha tocou.

—É... É melhor eu atender. - Bella disse corando e indo até a porta.

A camisa dela ainda estava suja, mas não havia nada que ela pudesse fazer.

—Emm!! - ela disse quando um cara grande e forte a abraçou.

—Saudade de vocês Belinha .- Ele disse quando a abraçou a erguendo do chão. Ele olhou para trás e pode ver Edward olhando para os dois com uma carranca no rosto.

—Que bicho mordeu ele?- Emmett sussurrou no ouvido de Bella a fazendo virar.

—Emmett esse é o Edward, Edward esse é o Emm. Ele é o cara que eu disse que podia consertar sua poltrona.

—Ei.. Eu sei fazer muito mais do que isso. - Emmett disse balançando as sobrancelhas e Bella o empurrou de leve.

Edward olhava a interação dos dois com a cara cada vez mais fechada. Estava claro que havia algo entre os dois, mas ele ainda tinha vontade de terminar o que começaram na cozinha.

—Então? Dá para consertar? Ele perguntou impaciente depois de mostrar os estragos.

—Claro que dá. Eu sou muito bom. Vai ficar ótimo. É só não deixar o peludo chegar perto.

—Peludo?

—É, o gato. É como se chama não é? Bella me contou que escolheu esse nome. Eu amo aquela menina, mas ela tem um senso de humor estranho.

—E quando fica pronta?

—No começo dá semana que vem.

—Pode começar então. - Edward disse dando as costas. -Isabella vai lhe dar o cheque com o pagamento. - Ele disse saindo e indo para a biblioteca.

—Qual o problema dele Belinha? E o mais importante. O que foi que aconteceu? Parece que sacrificaram uma ovelha na sua camisa.

—Muito engraçado. Estávamos fazendo pizza e eu derrubei o molho. Eu não sei o que deu nele. Estava tudo bem até você chegar. Não sei o que aconteceu.

—Vai ver ele ficou com ciúmes- Emmett disse levantando as sobrancelhas sorridente.

—De que?

—De mim horas. Olha para esse corpinho Bella. É difícil uma garota resistir.

—Felizmente eu sou a minoria. E eu estou falando sério Emm. Deixa de palhaçada.

—Eu também Belinha. Pensa bem, você mesma disse que estava tudo bem antes dá minha chegada.

—Por que ele... - Bella ia dizendo mas parou para pensar em quando eles estavam na cozinha- Burra, burra, burra!

—Ei. Vai com calma aí. Qual o problema?

—Eu acho que ele ia me beijar. Que droga Emmett, ele estava progredindo e agora está se fechando de novo. Ele me chamou de Isabella.

—Se ele te conhecesse saberia que você odeia esse nome.

—Ele sabe.

—Ta com ciúmes, ta com ciúmes. – Emmett começou a cantar e dançar.

—Quer parar com essa dancinha?

—Eu só queria saber por que você ainda está aqui na minha frente.

—Porque eu tenho medo que você quebre alguma coisa se eu te deixar sozinho.

—Isso magoa - Ele disse com a mão no peito. - e não foi o que eu quis dizer. Quero saber por que agora que já constatamos que o odiador de gatos está com ciúmes, porque você não esta lá com ele realizando suas fantasias?

—Shiu!!- Bella disse colocando a mão na boca de Emm- Primeiro não o chame de odiador de gatos. Eu o chamava assim antes. Ele é um cara muito legal e não odeia o peludo, e em segundo lugar, que fantasias sei lunático?

—Você sabe que fala dormindo não sabe?- Emmett perguntou e ela arregalou o olhos.

—Oh não. Não. Não.

—Oh sim. Oh Edward. - Ele disse imitando a voz dela.

—Cala a boca. – Ela disse com uma mão tapando a boca dele e com a outra dando um tapa na cabeça dele.

—Eu contaria mais, mas o que eu ouvi chegar a ser impróprio para os ouvidos do peludo.

—Eu sabia que era uma má deixar você dormir lá em casa.

—Mas se não fosse isso, eu não saberia de muitas coisas. Como por exemplo, que você quer que ele...

—Já chega Emmett. Mais uma palavra e eu juro que vou fazer o peludo atacar você.

—Ta bem. Estraga prazeres. Então, o que você vai fazer?

—Eu não sei. Não sei. - ela disse colocando a mão nos olhos e Emmett afastou.

—É muito simples. Se joga Belinha.

—Isso não tem graça. Você não esta ajudando.

—Por que não?Vai por mim, se você não sabe o que fazer com um cara, só o beije. Eu diria para fazer mais coisas, mas é melhor ir com calma.

—Eu estou falando sério Emmett.

—Eu também. Você já viu um cara triste sendo beijado? Não!! Vai por mim, abre o jogo com ele, e se joga.

—Será?- ela perguntou ainda em dúvida.

—Claro. Vai com tudo garota. - Ele disse dando um tapa na bunda dela. .

—Você sabe que eu não sou a Rosalie não é?

—Claro que eu sei. A Rosalie é alta, loira, olhos azuis e não tropeça sempre que tem uma chance, mas eu ainda amo você. Não se preocupe.

—Você não tem jeito.- Ela disse sorrindo.

Bella estava indo em direção a biblioteca quando Emmett a chamou. E quando ela olhou ele estava imitando alguém se beijando e ela revirou os olhos

—Vê se cresce Emmett - ela disse abrindo porta, mas ao mesmo tempo Edward abriu e ela se desequilibrou caindo em cima dele e os dois foram para o chão. Ela mal teve tempo de registrar o impacto quando a boca dele procurou a dela.

Aquele beijo a pegou desprevenida, e de todas as coisas que ela imaginava que podiam acontecer quando entrasse na biblioteca isso não era uma delas. Ele usava calças de moletom, mas ela podia sentir sua ereção de baixo dela e não conseguiu evitar se esfregar nela o fazendo gemer.

Edward a apertou mais em seus braços com medo que ela escapasse. E os dois ficaram ali, deitados.

—Odiador de gatos? - ele perguntou com um sorriso nos lábios.

—Você ouviu... - ela disse sem conseguir desviar o olhar. .

—Uou Belinha. Quando eu disse para se jogar no cara, não quis dizer literalmente.- Emmett entrou na biblioteca dizendo e Bella estava corada.

—Você não tinha uma poltrona para arrumar Emmett?- Bella perguntou ainda sem graça.

—Tudo bem. Eu entendi. Eu sei quando não sou querido. Você podia levar o cara para o quarto pelo menos.

—Emmett McCarty!

—Saindo.- Ele disse saindo da sala e fechando a porta.

—Não liga pra ele. Ele tem tanto filtro quanto eu, mas eu sei a idade que eu tenho, ele não. E eu ainda estou em cima de você.- Ela disse ainda corada.

—Não tem ninguém reclamando aqui.- Edward disse sorrindo.

—Você me beijou.

—Beijei.

—Por quê?

—Eu achei que fosse meio obvio.

—Você.. Gosta de mim?

—Gosto.- Edward disse sem conseguir tirar o sorriso do rosto.

—Mas ontem...

—Eu menti. Disse que não sabia por que estava zangado. Mas eu sabia. Sei há algum tempo na verdade.

—E por que você estava zangado?

—Talvez, exista uma pequena chance de eu ter pensado que seu amigo e você fossem mais do que amigos.

—Bellinha e eu? Ew, ela é como uma irmã para mim cara.- Emmett disse de trás da porta.

—Emmett Deny McCart, se você não sair de trás dessa porta agora, eu juro que vou fazer o peludo deixar você igual aquela poltrona.- Bella gritou fazendo Edward rir.

—Eu só estava passando.- Emmett respondeu.

—Meu Deus, ele não tem jeito. Você realmente estava com ciúmes? Do Emmett?- Ela perguntou e Edward deu de ombros.

—Talvez.

—Emmett é como um irmão para mim. Nunca passou disso.

—Agora eu sei disso. Sua conversa com ele foi... Esclarecedora. - Ele disse com um sorriso presunçoso se formando.

—Sobre isso. O quanto você ouviu?- Bella perguntou sabendo que não gostaria da resposta.

—Eu ouvi a conversa toda.- Ele disse com um sorriso maior e ela cobriu os olhos.

—Esta bem. Eu acho que não consigo falar disso agora. - Bella disse se levantando e estendendo a mão para ele que aceitou se levantando.- Vem.

—Onde vamos?- Ele perguntou confuso.

—Terminar a pizza. Podemos conversar quando ela estiver pronta. Até lá eu já vou saber o que dizer.

—Mal posso esperar pra ouvir o que você tem a dizer.- Ele disse indo para a cozinha com ela. Eles teriam muito o que conversar.

domingo, 21 de maio de 2017

CAPÍTULO 06 - UM ORIGINAL

Vingança para o mal- 06: Jogo de sedução parte 02/02






—Você não precisa passar a noite sentada Mari. Pode dançar com alguém sabia?


— Você pediu para que eu te acompanhasse tio. Nada de dança.


—Eu sei, mas já que está aqui...


—Eu acho que posso fazer isso.- Mariana disse olhando pelo salão e encontrando os olhos de Lucas que a observavam por grande parte da noite. Ela sorriu em sua direção e mexer timidamente em seus cabelos fazendo com que ele se aproximasse.


—Eduardo... O que está achando da festa?- Lucas perguntou.


—Muito bonita Lucas.- Mari cutucou o tio por debaixo da mesa fazendo com que ele a apresentasse.- Já conhece minha sobrinha?


—Não pessoalmente, mas ouvi historias impressionantes.- Agente Mendes.- Lucas disse estendendo a mão.


—Eu não sou uma agente, então pode me chamar de Mari Alves.- Mariana se apresentou e Eduardo a olhou confuso pela troca de sobrenomes.


—Gostaria de dançar Srta Alves?


—Eu adoraria.- Mari disse estendendo sua mão e os dois foram para o meio da pista.


—Diga Srta. Alves...


—Mari.- Ela o corrigiu delicadamente.


—Mari. Por que não se tornou agente? As histórias que ouvi são impressionantes.


—As pessoas tendem a exagerar.


—Então o braço do agente Rodriguez?


—Ah não. Essa é verdade.- Ela disse e ele riu.


—Me fale de você. Ouvi dizer que mora com seu tio.


—O senhor ouviu muitas coisas Sr. Mendes.


—Lucas. Desculpe, eu não quis ser indiscreto.- Mari suspirou olhando para ele enquanto seguiam o ritmo da música.


—Sim, eu vivo com meu tio. Meus pais morreram em um acidente de carro quando eu era pequena.


—Sinto muito.


—Tudo bem. Já faz muito tempo. Eduardo tem sido tudo que eu tenho desde então.


—De verdade. Sinto muito. Nem consigo imaginar onde eu estaria sem meus pais.


—O Sr. Marques pareceu muito orgulhoso da sua promoção hoje.


—Ele está. Ele sempre me apoiou em minha carreira. Essa noite é tanto dele quanto minha.


—Eu ouvi muito dele.- Mariana disse calmamente.- Infelizmente não tive o prazer de conhece-lo pessoalmente.


—Eu posso te apresentar se quiser.- Mari parou a dança e o olhou. Ele estava seguindo exatamente o caminho que ela queria.


—Tem certeza? Eu não quero ser inconveniente.


—Nada disso. Vamos.- Lucas disse e os dois caminharam em direção a Roberto.


—Lucas... Aproveitando a festa? E quem é esta linda jovem com você?


—Essa é Mariana Alves. Ela é sobrinha do Agente Alves.


—Ah sim. Eduardo é um dos melhores pelo que ouvi. Também é agente Mariana?


—Mari.- Essa disse sorrindo.- Não senhor. Eu não fiz a prova de ingresso Sr Marques, mas já ouvi falar muito no senhor. É um grande patrocinador da agência.


—Por favor, apenas Roberto. Espero que só tenha ouvido coisas boas.


—Algo do tipo.- Mari disse segurando sua bolsa com mais firmeza. Seria tão fácil sacar sua pistola de disparar.


—Espero que sim. Bem, se me dão licença, Ana está praticamente a noite toda tentando me arrastar para a pista de dança.


—Claro.Foi um prazer conhecê-lo Sr. Marques.


—Igualmente Mariana. Espero vê-la outras vezes.


—Eu também.- Mari disse sorrindo e Roberto se afastou.


—Tudo bem?- Lucas perguntou a observando.


—Sim. Eu... Eu preciso ir. Desculpe foi um prazer conhecê-lo e obrigada por me apresentar.- Mari disse se afastando.


—Espera... Onde você vai?


—Eu não me sinto muito bem, é só isso. Eu...- Ela disse cambaleando, mas antes que caísse os braços de Lucas a rodearam. Para quem olhasse de fora parecia que estavam dançando.


—Você quer que eu chame o Eduardo?


—Não. Não quero estragar a noite do meu tio. Eu vou pegar um táxi para casa. Tudo bem.- Ela disse se soltando delicadamente de seus braços.


—Não pode ir sozinha. Eu levo você.


—Eu não vou estragar a noite para você também Lucas. Mesmo, eu pego um táxi.


—Se eu a deixar sair sozinha sem ter a certeza de que ficará bem, e se alguma coisa acontecer, aí sim estragará minha noite. Eu insisto.


—Obrigada.- Ela disse olhando bem em seus olhos.- Eu só vou avisar meu tio que estou saindo. Não quero preocupa-lo. Eu não tenho o habito de beber, mas devo ter exagerado hoje.


—Acontece nas melhores famílias.


—Tio?


—Mari? Tudo bem?


—Na verdade estou indo para casa. Não estou me sentindo muito bem.


—Tudo bem, eu a levo.


—Não precisa. Lucas disse que levaria. Eu não quero atrapalhar sua noite. – Eduardo olhou para Lucas que estava bem ao seu lado.


—Mas se não se sente bem eu devia...


—Não, deve ter sido o champanhe. Eu não costumo beber tanto. Vou ficar bem.- Mari disse e Eduardo a encarou confuso. Mariana não havia bebido uma gota de Champanhe. Ela nunca bebia fora de casa.


—Tem certeza de que foi isso?- Eduardo disse lhe dando uma ultima chance de contar a verdade.


—Tenho sim.- Mari disse sem hesitar e quando viu que Eduardo a entregaria se despediu e saiu com Lucas antes que a verdade viesse a tona.


Chegando ao apartamento Lucas abriu a porta do carro para que Mari descesse e ela o olhou sorrindo. Ao chegar na porta do prédio ele a observava.


—Como se sente?- Ele perguntou realmente preocupado.


—Muito melhor. O ar fresco da noite me faz bem. Obrigada por me trazer e desculpe por... Sabe, te tirar da festa.


—Na verdade, você meio que me ajudou. Não gosto muito de ser o centro das atenções.


—Bem, nesse caso... Você gostaria de subir?- Mari perguntou timidamente.


—Tem certeza? Claro. Não conversamos muito na festa. Assim você não precisa ser o centro das atenções por mais um tempo. E para ser sincera minha cabeça está rodando um pouco ainda. Acho que nunca mais vou beber nada.


—Claro.- Ele disse e eles entraram no apartamento.


—Eu não vou te oferecer uma bebida porque não posso olhar para uma agora, mas que tal um café?


—Um café parece ótimo.


—Eu já volto então. O banheiro é ali,  pode ficar a vontade enquanto isso.-Mariana foi até a cozinha preparar o café. Era tentadora a idéia de batizar o café dele, mas ele não era seu alvo. Seu pai era. Lucas era só um meio para chegar ao fim que ela desejava. Um meio muito tentador e delicioso, mas ainda sim um meio. Ela estava voltando para a sala e viu que Lucas olhava para os livros.


—Eduardo tem uma bela coleção de livros aqui.- Lucas disse se virando. Ela mal tinha entrado na sala e ele percebeu sua presença. Ela não estava tentando ser silenciosa, mas ainda sim, era impressionante.


—Na verdade, eles são meus.


—Mesmo? Psicose, A Noite dos Mortos Vivos e Os Goonies também?


—São meus favoritos na verdade.


—Impressionante. É difícil encontrar uma garota com esses gostos literário.


—Bem, você vai descobrir que eu não sou como as garotas que você conhece. É difícil ser quando você cresce com alguém que te ensina a brigar e atirar.- Mari disse sorrindo.


—Estou começando a perceber isso. Então? Como foi crescer com seu tio.


—A parte boa? Na primeira vez que ele foi chamado na escola porque eu havia quebrado o nariz de um menino, eu não fiquei de castigo como uma criança normal teria ficado. Invés disso ele ficou impressionado por eu ter conseguido quebrar o nariz do garoto de primeira.- Mariana disse e Lucas riu.


—E o lado ruim?


—Digamos que em algumas horas uma garota precisa de outra.- Levou um minuto para ele entender o que ela queria dizer.- Tudo bem. Mas eu já falei muito de mim. Não sei nada sobre você.- Mari disse se sentando e Lucas se sentou ao seu lado.


—Vejamos. Eu sou o mais velho de três irmão. Tem a Lu que é a mais nova e também é a princesinha da casa.


—Quantos anos ela tem?


—Sete, mas manda mais na casa do que o Caio que tem 16.


—E você? Tem quantos? Não parece ter mais de 25 e já foi promovido para agente de campo. A maioria só consegue essa vaga depois dos 28.


—Tenho 22.


—22? Impressionante.


—E você? Quantos anos tem.


—Nada disso. Estamos falando de você.


—Que tal um jogo?


—Que tipo de jogo?


—Perguntas e respostas.


—Regras?


—Eu pergunto você responde, você pergunta e eu respondo. Intercalando.


—Interessante. E se eu não quiser responder?


—Então eu faço duas perguntas na próxima rodada.


—Gostei disso. Tudo bem.


—Vamos começar por algo simples. Quantos anos tem?


—21. Minha vez. Se não fosse agente seria...?


—Provavelmente empresário como meu pai. Vejamos... São só seu tio e você? Não tem mais ninguém?


—Foram duas perguntas. Da minha família sim. Somos só nós dois. A mulher que dançava com seu pai, você não parece muito com ela.


—Isso porque Ana não é minha mãe Biológica.


—Não é?- Mari perguntou realmente surpresa.


—Quem está fazendo duas perguntas agora? Minha vez.. Por que desistiu de ser agente?


—Eu vejo como é a vida do meu tio. O medo de pessoas ruins virem atrás de quem você ama. Eu consigo resolver esse problemas me mantendo fora de relacionamentos, mas não posso manter minha família longe. Meu tio é tudo que eu tenho. Não sei como seria se algo acontecesse. Tudo bem, minha vez. Você disse que Ana não é sua mãe, então...


—Está meio tarde. Eu acho melhor eu ir. Você se sente melhor? – Ele estava desviando o assunto. Havia alguma coisa ali.


—Sim. Muito melhor. Obrigada por me trazer em casa. De verdade.- Ela disse sorrindo e enrolando uma mecha de cabelo nos dedos deixando que ela caísse no seu rosto com o propósito que ele a afastasse e foi isso que ele fez.


—Eu... eu gostaria de te ver de novo Mari.- Ele disse se aproximando e ela permitiu que seus lábios somente tocasse levemente os dele e se afastou.


—Eu também.


—Eu já vou indo.


—Eu te levo até a porta.- Mariana disse se levantando.- Desculpe pela pergunta sobre sua mãe. Você pareceu desconfortável.- Ele suspirou encostando na porta.


—Minha mãe foi embora quando eu nasci. Quando ela descobriu que estava grávida quis... Acabar com o problema. Roberto a pagou para levar a gravidez até o final. Assim que eu nasci ela foi embora. Não tivemos noticias dela por muito tempo. Quando eu tinha quatro anos meu pai conheceu a Ana. Um tempo depois que Caio nasceu soubemos que minha mãe havia morrido. Parece que ela se envolveu com.. Pessoas erradas e não teve sorte.


—Sinto muito.


—Tudo bem. Eu não gosto muito de falar disso. Ana é minha mãe. Ela me criou. Meu pai a ama muito. Por ser uma boa esposa e uma ótima mãe para mim e meus irmãos. Eu já vou indo.

—Obrigada mais uma vez por ter me trazido em casa.


—Não por isso. Eu posso ligar para você?


—Claro.- Mari disse sorrindo.


—Ahn... Eu não tenho seu número.


—Tenho certeza que vai resolver isso.- Ela disse sorrindo e ele sorriu de volta.


—Vou tomar como um desafio.- Ele disse sorrindo.


—Boa noite Lucas.


—Boa noite Mari.- Ele disse e ela fechou a porta. Uma ótima noite ela diria. Já que havia descoberto tantas coisas interessantes e ainda conseguido que o filho de seu inimigo se interessasse por ela. Ela queria que Roberto pagasse, mas seria muito mais divertido tirar cada parte de suas família assim como ele tinha feito com ela.




CONTINUA...

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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Novas parcerias



Nova Parceira do Blog: Autora Michaelly Amorim

Depois de algumas conversas e trocas de e-mail,  O Cliterária acaba de fechar a primeira de muitas parcerias com autores. Vamos conhecer essa nova autora?


Michaelly Amorim


Michaelly amorim, é Cearense e estudante de enfermagem, gosta de tudo um pouco e já quis ser um pouco de tudo. É viciada em livros desde que se entende por gente. O amor pela leitura era tanto que transbordou e manchou o papel com palavras desengonçadas que acabou virando uma história. É escritora de fantasia, de romance de época e de pequenos contos de vários estilos. "





Título:O Canto da Coruja
Ano: 2017;

Páginas: 368;
Autor(a): Michaelly Amorim.

 Suindara mora na floresta sozinha desde que seus pais morreram. A garota esconde da vila onde mora o segredo que pode causar sua morte: Suindara pode se transformar em coruja. ​  
Para os moradores 
daquele pequeno reino, as corujas são malditas, pois, 
segundo a maldição que amedronta a 
todos, sempre que uma coruja pia uma pessoa morre. Por causa disso, eles caçam e matam todas as corujas que encontram. ​ 
Suindara sabe que se eles descobrirem que ela é a última coruja branca, sua vida pode chegar ao fim! O que ela ainda não sabe é que existe uma bruxa por trás da maldição e esta não vai descansar até ter a última coruja branca.


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domingo, 14 de maio de 2017

CAPÍTULO 05 -UM ORIGINAL


Vingança para o mal-  05: Aquela cadela psicótica.





-Mari?- Eduardo a chamou enquanto terminava de arrumar a gravata.- Você vai ficar bem sozinha?


-Já disse que sim Tio.


-Eu não preciso sair...

-Tio, eu tenho 14 anos. Eu não vou dar uma festa ou algo assim enquanto você está fora, ok?

-Eu sei que não Mariana.

-Quando eu vou conhece-la?

-O que? Eu.. Eu vou encontrar um amigo...

-Tio, pra um investigador policial você mente muito mal.

-Eu não estou...

-E você mexe no cabelo toda vez que mente. Exatamente como está fazendo agora. Trejeitos são ruins pra alguém nessa área sabia?

-Está bem. Eu vou me encontrar com uma amiga.

-Eu a conheço? É alguém da agencia?

-Não. Ela é psicóloga. O nome dela é Miranda. O que acha se eu traze-la para almoçar aqui amanhã? Assim vocês se conhecem Oficialmente, porque eu sempre falo de você.

-Pode ser.

-Eu tenho que ir. Tente não colocar fogo na casa enquanto estou fora.

-Nada de promessas.- Mari disse olhando para seu livro.

-Eu falo sério...

-Eu estou brincando. Eu vou terminar aqui, treinar um pouco e dormir. Está bem?

-Ok. Até mais tarde.

-Até.



A noite foi longa. Mari passou a maior parte dela treinando até estar tão exausta que tudo que conseguiu fazer foi tomar um banho e cair na cama. A manhã veio e com ela o tal almoço. Mariana estava feliz que seu tio havia encontrado alguém, mas era estranho. Foram apenas eles por muito tempo, seria diferente alguém vivendo com eles.



-E você deve ser a famosa Mari.- Uma ruiva alta que vestia um terninho quadriculado disse sorrindo.

-Mariana. E tenho certeza que meu tio exagerou

-Duvido disso. Eu ouvi muito sobre você mocinha.

-O curioso é que eu não ouvi nada sobre você.

-Mari.- Eduardo a advertiu.

-Tudo bem querido. Eu entendo que essa situação seja nova para ela. Perder os pais em um acidente de carro tão trágico e ser criada pelo tio. É estranho ter uma figura feminina tão perto.

-Ei.Eu tenho uma. Mônica tem nos ajudado muito por esses anos.

-Mônica?- Miranda perguntou olhando para Eduardo, que olhou para Mariana claramente zangado.

-Ela é uma colega de trabalho. Existem alguns assuntos que eu não poderia ajudar Mari, e ela trabalha comigo desde que Mari veio morar comigo. - Eduardo justificou.



Miranda analisou Mariana que revidou o olhar. Ela pensou que tivesse encontrado um bom futuro marido, mas não contava com uma sobrinha petulante. Envolve-lo tinha sido fácil. Homens quando apaixonados só enxergam o que querem. A sobrinha seria um problema muito em breve se não resolvido logo.



-Eu vou ver como está o almoço. Por que não conversam um pouco?- Ele disse chegando perto de Mari.- Comporte-se por favor.

-Eu sempre me comporto.

-Então Mari...

-Mariana. - Ela corrigiu a mulher.

-Desculpe. Eduardo disse que você preferia o apelido.

-Os únicos que me chamam assim são as pessoas da minha família. Não é seu caso.

-Talvez por pouco tempo.- Miranda disse dando ombros. Percebendo que fazer o papel de boazinha não funcionaria decidiu ser mais direta.

-Ah eu duvido muito disso.

-Por que? Seu tio não tinha lhe falado de mim até ontem.

-Esse é um dos motivos. Meu tio não me esconde coisas. Não as importantes pelo menos.

-Eu poderia ser legal com você mocinha, mas já vi que isso não vai dar muito certo.

-Quer dizer que percebeu que eu não sou tão manipulável quanto meu tio? Que sorte a minha. Assim não tenho que ver seu teatrinho. Vamos ver quanto tempo dura.

-Acho que tempo o bastante até o casamento. Seu tio é um ótimo partido. Me surpreende que ele esteja solteiro.

-Eu sou muito boa em espantar golpistas. Você ficaria surpresa.

-E é por isso que logo depois do casamento você vai fazer uma pequena viagem.

-Viagem?

-Diga Mari... Você já conhece a Suíça? Ouvi dizer que os colégios de lá são os melhores.

-Você não se atreveria...

-Me tente mocinha. Eu tenho dado muito duro para uma fedelha tirar Eduardo de mim.

-O almoço esta pronto meninas.- Disse Eduardo entrando na sala e interrompendo a conversa..- Então? Do que falavam?

-Eu estava falando para Mari que talvez umas sessões de terapia fariam muito bem a ela. Com o trauma da perda dos pais.Pobrezinha.

-Eu conversei com ela varias vezes sobre isso Miranda. Talvez você consiga convencê-la.- Mari ainda estava chocada com as palavras que saiam da boca daquela oportunista. Ela precisava de ajuda. E rápido.



Assim que o almoço terminou Eduardo disse que queria passear com Miranda. Ela convidou Mari, que disse estar com dor de cabeça e preferia ficar em casa. Assim que os dois saíram ela correu para seu quarto pegando o telefone.



-Mari?

-Oi Nica. Eu to atrapalhando?

-Claro que não querida. Você nunca atrapalha. Algum problema? - Mônica perguntou preocupada.

-Na verdade tem sim... Um dos grandes.



Mari contou tudo sobre Miranda para Mônica, e ela disse que investigaria para tentar descobrir algum podre daquela megera. Como Mônica também era agente, foi muito fácil gramper o telefone dela, assim se ela falasse alguma das coisas que ela falou para Mari, seria pega.



-Eu acho que você devia conversar com Eduardo Mari. Ele não a trocaria por essa daí. Você é sobrinha dele, sabe que ele te escolheria em um piscar de olhos.

-Pode ser. Ele chegou Nica. Obrigada pela ajuda.

-Quando quiser garota.- Mari desligou e ouviu uma batida na porta.- Entra.

-Oi. Melhor?

-Um pouco.

-Podemos conversar?

-Claro.

-Então. O que achou da Miranda?- Mari retorceu o rosto pensando se devia abrir o jogo e decidiu jogar tudo no ventilador.

-Quer dizer a megera que quer me colocar em um colégio interno?- Ela disse tentando soar indiferente e ouviu Eduardo suspirar.- O que foi?

-Eu entendo que você tenha ciúmes, mas não tem motivos para isso Mari.

-Espera, eu oque?

-Eu entendo mesmo. Miranda é psicóloga, disse que você podia reagir assim. Só não pensei que você fosse inventar uma historia dessas. Você é sempre tão madura.

-Espera, você acha que eu estou inventando que aquela vaca...

-Olha a boca.- Eduardo rosnou.

-Ah claro. Que aquela doce e inocente vaca disse tudo isso, porque eu estou com ciúmes?

-Talvez seja melhor conversarmos outra hora Mariana.

-Não, não. É isso que você acha?

-Ela disse que é perfeitamente normal esse comportamento. E eu não sei o que pensar porque você não é assim.

-Puta merda.

-A boca Mariana.

-Não. Você me conhece desde que eu tinha seis anos. Essa piranha te agarrou tem seis meses e você vai dar ouvidos a ela?

-Mariana...

-Mariana coisa nenhuma.

-Já vi que não adianta conversar com você agora.- Ele disse se levantando.

-Ei, onde você vai. Eu ainda não terminei. Eu não acredito que você vai ouvir aquela megera e não eu que sou sua sobrinha.

-Já chega. Você está de castigo.

-Castigo? E desde quando você me deixa de castigo. Aposto que foi idéia dela.

-Não, não foi. Sou muito capaz de pensar sozinho.

-Olha, agora não parece isso não.

-Você está de castigo. Sem sair, sem telefone, sem treino.- Ele disse saindo e batendo a porta.



Então Mari esperou cerca de uma hora, apanhou sua mochila com algumas roupas, calçou suas botas e saiu pela janela usando a escada de incêndio do prédio. Estavam tentando tirar dela tudo que restara de sua família. Ela precisava de ajuda. Agora mais que nunca.



CONTINUA...
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